COVID-19

Desde que cheguei de viagem, resolvi aderir ao isolamento voluntário até a coisa se acalmar.

Mas aí me veio a pergunta: como vou decidir que as coisas se acalmaram?

Procurei dados sobre a evolução diária de novos casos, mortes e recuperações de infectados, e minha ideia inicial era colocá-los em uma planilha para acompanhar diariamente.

Depois pensei que essa informação poderia ser de utilidade pública, e resolvi disponibilizá-la aqui como um post que será atualizado diariamente.

Os gráficos abaixo foram feitos a partir dos dados oficiais de cada país, compilados e divulgados pelo Centro de Sistemas de Ciência e Engenharia da Johns Hopkins University nos Estados Unidos. A ideia é monitorar diariamente três variáveis que podem indicar um início de recuperação.

Muita gente questiona a veracidade dos dados oficiais. Países com imprensa menos livre parecem estar magicamente lidando melhor com a crise. A China passou a registrar um menor número de infecções depois que expulsou jornalistas estrangeiros do país. E no Brasil, pouca gente está sendo testada para a infecção. Há casos em que só foi dado o diagnóstico positivo depois da morte.

A despeito de todos esses problemas, acredito que o intuito de se analisar esses dados continua válido. Quando a pandemia começar a ser controlada, creio que os números oficiais (com todos os seus defeitos) começarão a ceder, e esse talvez seja um dos primeiros sinais de recuperação.

Número de infectados por dia

Quando o número de novos infectados por dia começar a diminuir, isso é sinal que a crise está começando a ser controlada. Estamos vendo o número de infectados por dia dividido pelo número total de infectados até o dia anterior.

O primeiro gráfico foi feito para datas desde quando há dados disponíveis, mas a escala vertical foi cortada em 20% para que se possa ver a evolução recente dos números. O segundo gráfico foi feito com os mesmos dados, mas apenas os últimos dias e escala limitada a 5%.

Número de mortes por dia

Aqui estamos olhando para o número de mortos por dia. Conforme menos e menos pessoas começarem a morrer com doença, isso é sinal de que a crise está começando a ser controlada.

Estamos olhando para o número de mortos por dia dividido pelo número total de mortos até o dia anterior. Também há dois gráficos com os mesmos dados. O primeiro desde quando há dados disponíveis e com escala vertical limitada a 20%; o segundo com escala limitada a 5% e apenas os dias mais recentes.

Vacinas

Mas a melhor notícia dos últimos tempos é que o site biorender.com está compilando uma lista de candidatos a vacinas contra o COVID-19. Aqui está o quadro atual:

Lembrando que, ao contrário do que parece quando assistimos ao telejornal, isolamento não é cura, e portanto não é a saída para essa pandemia. Não é possível vencer o vírus só com isolamento já que não é possível se isolar para sempre, então precisamos de uma cura ou vacina.

Não sou médico, mas me pergunto por que durante uma pandemia dessas é necessário cumprir todas essas fases de testes. O processo como um todo foi certamente desenhado tendo em mente um quadro de normalidade, que não é o quadro atual. Com tanta gente morrendo todos os dias, tanta gente passando fome e sem trabalho, e tanta gente que certamente aceitaria tomar de graça um vacina que tenha tido êxito em exames iniciais, por que não começar a distribuir 15-20 das mais promissoras, acompanhar os resultados, e depois seguir com as de melhor desempenho (levando-se em conta também, é claro, possíveis efeitos colaterais)?

Creio que no mundo atual, cumprir procedimentos seja mais importante do que salvar vidas.

Política

Há muito que está sendo escondido sobre o coronavírus. Ontem, foi descoberto mais um segredo: o hospital de campanha do Anhembi, supostamente lotado, o que justificaria tanto a necessidade das últimas medidas de aperto da quarentena como do alto volume de gastos públicos emergenciais, está vazio.

Eu corro em frente a esse hospital, e sempre que passo por lá acho estranho como ele está sem movimento. Ninguém chegando, ninguém saindo, nem funcionários, ambulâncias ou pacientes. Só polícia.

E sempre que comentava isso com outras pessoas, elas relutavam em acreditar que havia algo errado. A confiança é tão grande na narrativa dos políticos e da imprensa, que fatos que apontam para o contrário parecem ser sempre erros de amostragem.

Pois bem. O hospital está praticamente vazio. Uma boa parte da área dele não está nem mesmo pronta para receber pacientes. E isso foi escondido da população. A cobertura da impresa sobre o ocorrido foi muito mais sobre a confusão que os deputados causaram ao tentar entrar no hospital do que sobre o que encontraram lá dentro.

É hora de começarmos a desconfiar daqueles que querem ser os porta-vozes da verdade.

Atualização dos dados

O intuito deste relatório sempre foi o de ajudar as pessoas a decidir por quanto tempo querem continuar fazendo isolamento voluntário para não contrair (e nem ajudar a espalhar) o vírus. De início, parecia uma estratégia sensata.

Ao longo destes meses, surgiram novos fatos que alteraram a importância em se continuar atualizando estes dados. Em primeiro lugar, como podemos ver nos gráficos, o número de novos infectados caiu drasticamente em relação ao número total ao longo do tempo. Isso quer dizer que a doença continua se espalhando, mas a um ritmo mais lento.

Além disso, muitos empreendedores e trabalhadores não estão mais suportando o jejum financeiro e voltaram a trabalhar a despeito dos riscos. Em muitas regiões do Brasil, o comércio já retomou quase 100% do movimento. E isso não parece ter aumentado o ritmo de transmissão da doença, já que ela pode ser contida de outras formas (uso de máscara, higienização constante das mãos, evitar tocar o rosto, etc).

Por fim, a própria Organização Mundial da Saúde, cuja postura inicialmente alarmista embasou muito do pânico na mídia e nos governantes, já deu alguns passos para trás e agora admite que a chance de infectados assintomáticos transmitirem o vírus é muito menor do que se imaginava, colocando em xeque a eficácia do isolamento como forma de controlar sua disseminação.

Por tudo isso, os gráficos e as informações sobre pesquisa de vacina passam a ser atualizados semanalmente às quartas-feiras apenas para acompanhamento.

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Felipe é economista e libertário. É também fundador da Academia Liberalismo Econômico. Além da Academia Liberalismo Econômico, seu trabalho já apareceu no Instituto Mises Brasil, na Foundation for Economic Education, no Instituto Liberal, entre outros.

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